Poesia é vida! Eu amo!

A vida do poeta tem um ritmo diferente
É um contínuo de dor angustiante.
O poeta é o destinado do sofrimento
Do sofrimento que lhe clareia a visão de beleza
E a sua alma é uma parcela do infinito distante
O infinito que ninguém sonda e ninguém compreende.

Vinícius de Moraes

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo de verdade!

Com a proximidade de um novo ano, sempre ouvimos frases do tipo: "Esse ano vai ser diferente, será melhor do que o ano que passou". As pessoas acabam colocando a culpa dos projetos que não vingaram, do curso que não finalizaram, do casamento fracassado, seja lá o que for, no ano que  passou e não em suas decisões. A questão é que não foi o ano que foi "ruim", e sim minhas decisões. Quantas vezes já presenciei pessoas que "entra ano e sai ano" permanecem na mesma vida, resolvendo os mesmos problemas, enfim, vivendo sempre um "ano velho". Sim, ano velho! Ano velho é aquele ano caracterizado pela lentidão, não anda, não cresce. Assim como os "velhos", sejam eles em idade cronológica ou não; sim, porque há muitos jovens que são "como velhos", acham que já deram tudo o que tinham que dar e estão só esperando o dia da morte chegar. Quantas pessoas estão nesse mundo afora vivendo sempre um "Feliz Ano Velho"... Final de ano para mim é momento de refletir no que não deu certo, por que não deu e o que fazer para que dê certo no Novo Ano que está por vir e que só será um Ano Novo se nós quisermos que seja. Existe um versículo na Bíblia que diz assim: "Melhor é o fim das coisas do que o início delas". Eu concordo plenamente e quero abrir um parentêse para um comentário. Isso quer dizer, em outras palavras, que mais importante do que começar algo na vida é terminar esse algo. Tanta gente começa bem, mas temina mal ou até mesmo não termina. Quem já começou um projeto de vida e nunca terminou... Vemos exemplos de casamentos que começaram com uma festa maravilhosa, a melhor champagne, viagem ao exterior, estrutura financeira, etc, mas que hoje estão falidos. E os envolvidos nessa história "de começa e não termina" estão sempre começando uma nova história. E onde fica o final das coisas? Quantos de nós começamos uma faculdade e não a terminamos? E a leitura da Bíblia ou de um livro qualquer? Se formos citar, preencheríamos muitas linhas que abaixo seguem. O problema é que estamos sempre tentando começar algo e não nos interessamos em finalizar o que um dia foi iniciado. Não sei você, mas eu quero terminar o que comecei, eu estou numa corrida, perseguindo o meu alvo e só largo dele quando avistar a linha de chegada, o fim da trajetória. Toda história que se preze tem um começo (introdução), um meio (desenvolvimento) e um fim (conclusão), aprendi isso na aula de Redação, no entanto, nos dias em que vivemos, vemos muita gente começando algo na vida, seja na área familiar, emocional, financeira, profissional, e ficando na metade do caminho. Eles se cansam e não conseguem chegar até a esperada linha de chegada da vida, que são muitas. O ano de 2011 está na iminência de chegar e eu desejo vivê-lo para finalizar algumas questões em minha vida que pecisam chegar na reta final. Que o ano de 2011 seja não somente o começo de um novo ano cronologicamente falando, ou uma oportunidade de começar algo novo, mas sim uma oportunidade de finalizar o que não foi possível no ano de 2010. Ajuda-me, Deus, a escrever juntamente com você a minha história para esse ano que está por vir.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Onde fica Jesus no Natal?

A época da festa natalina e todo o aparato que a acompanha nos faz questionarmos sobre o lugar que ocupa o personagem principal dessa festa: JESUS. Afinal, se no Natal comemoramos o aniversário do Filho de Deus, a pimeira pergunta que deve ser feita é: Porque receber presentes no Natal se o aniversário não é nosso e sim de Jesus? A resposta é: porque na verdade deixamos de ser altruístas, assim como foi Jesus, e tomamos o lugar de egoístas. Eu tenho que receber presentes, e onde fica o desejo da figura principal dessa festa. Será se já nos perguntamos o que Jesus gostaria de receber como presente, ao invés de seguirmos o apelo consumista dessa época do ano. Porque não fazer do momento natalino uma oportunidade de presentear os órfãos, crianças carentes, idosos abandonados pela família... Tive sede e não me deste de beber, tive fome e não me deste de comer, estive nu e não me vestiste. Não seria dar água, alimento e vestes espirituais ao que necessita o melhor presente que poderíamos oferecer ao Filho de Deus? É também nessa época em que mais fantasiamos a vida, transformando-a, pelo menos durante alguns dias, em um conto de fadas. No Natal, tudo é possível: vestir o vestido mais caro e cobiçado da vitrine, sem pensar qual o preço desse desejo, afinal as parcelas estendidas tornam o sonho realizável. Comprar o "presente dos sonhos", mesmo sem condições de fazê-lo. No Natal, o conto de fadas supera a dura e cruel realidade. Diferente do exemplo de humildade de Jesus a qual foi retratada pelo seu nascimento em uma simples manjedoura, na cidade de Belém, no Natal a humildade se encontra escondida em algumas casas e ambientes onde ainda existe a figura do aniversariante na manjedoura. Jesus, para muitos de nós, ainda se encontra em uma manjedoura no retrato do "Deus Menino". Quando será que iremos preparar nossa ceia de Natal para receber os famintos e carentes do nosso bairro? Quando será que vamos aproveitar a sensibilidade das pessoas nessa época do ano para falar sobre o verdadeiro sentido do Natal: Jesus nascendo em nossos corações... ? Não sei você, mas eu cansei das minhas noites de Natal. Uma mesa farta, pessoas sorrindo e se divertindo, falando sobre os mais diversos assuntos, menos sobre Jesus. A começar em mim, farei diferente esse ano. Vou testemunhar que Jesus, de fato e de verdade, nasceu em meu coração e que, por esse motivo, tenho motivo para celebrar a noite de Natal.